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Quando moinhos são gigantes

Quando moinhos são gigantes

aos sem-teto incendiados

  Um louco paramentado Cavaleiro montado Certo dia, iludido, Enfrentou moinhos como gigantes.   Quixotesca foi sua luta: Armou-se o biruta Montou seu cavalo Lançou-se doidinho em seu Rocinante.   Moinho que gira, o tempo passado a razão é quem mira o imaginado.     Se o mundo é um moinho, tritura o mesquinho transforma a loucura em nova aventura   Do poeta, o louco muda um pouco: Moinho enfrentado por nova gente, menos decente.   O cavaleiro encontra no caminho doido Nero, ardendo de perverso. Também gigantes, ele vê no moinho; Acende a pira, especula seu verso.   Tudo faria nosso Quixote pela honra e glória da donzela. Nada impede nosso Nero, nem Pixote, nem favela.  

Silvio Carneiro é membro do Coletivo Zagaia e professor do curso de Filosofia da UFABC.

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