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Dois Poemas – Poesia

Esgoto

 

Um esgoto corre

dentro do meu corpo,

do meu centro,

e dita o

meu mau

comportamento.

Ao sabor das águas sujas,

salivo e cuspo e de novo

sorvo.

Verso

insensatamente o maldito

rito: celebração e culto.

Trôpego,

cairia; mas

a minha idolatria

tem um deus que não se faz

representar e me carrega.

Resto eu e mais um copo,

e o reflexo, ao fundo,

revela um crente

sem cerne, sem centro.

Revela um inocente.

 

 

Titeragem

 

Uma oração baixinha:

balbucio sílabas incompreensíveis…

E este último sopro de mim

me lembra a cigarro.

Mordo os lábios que beliscam

meu lábio, inferior.

Sou digno de escarro!

Se me deseja, veja

quem sou:

brinca um pouco comigo!

Pois este último sopro,

no seu rosto,

é um gesto de despeito,

de quem ama sem ser visto,

quem deseja sem ser eleito,

quem se entrega para ser partido

 

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