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“A Trilha que não Tomei” – Poema de Robert Frost – Tradução

The Road Not Taken

Two roads diverged in a yellow wood,

And sorry I could not travel both

And be one traveler, long I stood

And looked down one as far as I could

To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,

And having perhaps the better claim

Because it was grassy and wanted wear,

Though as for that the passing there

Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay

In leaves no step had trodden black.

Oh, I kept the first for another day!

Yet knowing how way leads on to way

I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh

Somewhere ages and ages hence:

Two roads diverged in a wood, and I,

I took the one less traveled by,

And that has made all the difference.

A trilha que não tomei

Duas trilhas divergiam sob árvores amarelas

E eu, triste por não poder percorrer ambas

E permanecer um, detive-me em longa espera

E olhei tão abaixo quanto pude uma delas

Até onde se dobrava entre as plantas;

Então tomei a outra, tão bela quanto correta,

E talvez por ser a mais atraente

Por seu gramado almejar o passeio como meta,

Embora passasem por ali de forma reta

E usassem ambas de maneira semelhante,

E ambas igualmente deitassem naquela manhã

Em folhas que nenhum passo tornara pretas.

Ah, eu guardei a primeira para o amanhã!

Ainda que soubesse como à seguinte leva uma direção

Duvidei se um dia deveria voltar atrás.

Eu contarei isso enquanto expiro

Em algum lugar, em tempos e tempos:

Pois duas trilhas em um bosque divergiram, e eu,

Eu tomei aquela que menos percorreram,

E isso fez toda a diferença.

  1. Jose Décio de Alencar

    Li em em 1975 uma biografia de Kennedy que ele gostava de uma que dizia assim no ultimo verso: Tenho um encontro com a morte, a meia noite em algum ponto. Quando este ano a primavera voltar a florir no norte, serei fiel ao meu encontro. Eu procuro este poema desde então por este poema nas obras do Frost e nao encontrei ainda. Voce ou alguém sabe onde acho este poema? Alguém já viu este poema na obra dele? Obrigado por qualquer ajuda ou indicação. Whatsap 47 999034403 Blumenau SC

  2. Jose Décio de Alencar

    Li em 1975 na biografia de Kennedy que ele gostava de um poema de Frost que dizia assim: Tenho um encontro com a morte, a meia noite em algum ponto. Quando este ano a primavera voltar a florir no norte, serei fiel ao meu encontro. Eu procuro este poema mas não encontrei ainda. Você sabe onde acha-lo? já viu esta obra dele? Obrigado por qualquer indicação. Whatsap 47 999034403 Blumenau SC

  3. Esse poema é sensacional.
    No primeiro capítulo do livro “Pai Rico, Pai Pobre”, Robert cita esse poema como seu favorito.
    A tradução ficou muito boa, porque é um poema de leitura difícil em inglês.
    Acabou virando meu poema favorito também.

  4. Na verdade essa tradução não transmite o que o Frost quis realmente dizer com esse poema. Embora a arte seja bela muito por permitir interpretações, alguns detalhes passam batidos quando a gente foca somente na linda frase que encerra o texto.
    A intenção dele não é dizer que ele tomou o caminho mais difícil/menos utilizado e que a vida dele está melhor por conta disso.
    O poema é sobre escolhas: ele diz que está numa bifurcação em que as duas estradas estão igualmente gastas e parecem ser igualmente boas, ele acaba por escolher uma delas, talvez por não enxergar o final da primeira (que adentra nas plantas), ou talvez porque o caminho da segunda era o mais atraente. Ele, como todos nós ao tomarmos decisões importantes, tem suas dúvidas: diz que vai deixar a primeira para outro dia, mas já completa dizendo que sabe que “um caminho leva a outro caminho” e provavelmente não terá a chance de voltar atrás na sua decisão. Ao final do poema, já no futuro, o autor diz que ele tomou um caminho, e, como qualquer pessoa, quer acreditar que a escolha foi a certa. Ele então mente pra si e pra quem escuta a história dizendo que tomou o caminho menos percorrido e essa escolha fez a diferença na vida dele.
    A diferença foi para melhor? Pior? Não da pra saber, só da pra saber que hoje a vida dele é diferente do que seria se tivesse tomado o outro rumo. E é essa a ideia. O nome do poema é “o caminho que NÃO tomei”. Cada escolha é uma renúncia, e precisamos aceitar o que cada uma delas nos traz.

    1. Perfeita a sua observação sobre o poema ciro, me passa seu WhatsApp talvez você possa me ajudar a desvendar algumas frases que me fizeram ficar confusão por obter duplo sentido, mas mesmo que não veja esta mensagem fica aqui o meu parabéns pela perspectiva. Meu wpp 62 995324750

    2. Gustavo Furniel

      Cyro, não me parece que seu problema seja com a tradução. Não caberia a mim, ao traduzir, buscar emprestar esta ou aquela interpretação, sob pena de não ser fiel ao texto original. Sua irresignação parece ser com a interpretação mais comumente dada ao texto. Além disso, como você mesmo aponta, a arte é plurissignificativa – e uma interpretação pode ser apenas isto, uma entre várias. No demais, a sua me parece muito pertinente – mas, como eu apontei no início, a tradução não é responsável por veiculá-la.

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