NAPALM

NAPALM O FOGO QUE NÃO SE APAGA Que filme! Acima de conceitos, e muito bem apresentado, a de uma marca que não podemos confundir –GOETHE INSTITUT (Marca inderrogável) . Fora de mercados porque não vende e nem compra acima das circunstâncias e além da história: mito! Razão pura que “NAPALM” esconjura. Pela contribuição incontestável à formação de qualquer um e um grande companheiro em nossas peregrinações em nosso atual universo nervoso e de imperiosas revoltas de dor e paixão. Universo indevassável, indomável e de difícil projeção pelo que denominamos assimetrias… onde tudo é possível. Mesmo onde não deveria ser. Napalms entre o ser humano e a natureza. Definição de um tempo que já assumimos como barbárie e como nossa tarefa diária no apagamento de chamas. ( Meios de produção, Capital e Média) . Tripé giroscópico, por enquanto inexpugnável! Tal a função militar assumida. NAPALM é também esse fogo que temos que apagar antes de ser produzido porque fogo que incendeia até água. E para apagá-lo só mesmo com entendimento, vontade e revolta, sublimada pela paixão. Como aqueles princípios que esse filme pequeno/grande 30 minutos, articula e desenvolve embrenhando a natureza humana, superando idealismos e intuições para atingir a essência do conceito. O mundo das dialéticas. Até a aproximação sem receios e sem medos da linguagem, imagens e representações do filme, ate o ponto mais de compreensão e posição. Do filme e depois do filme quando começamos a estratégia e aplicação didática para o apagemento do fogo. Napalm e tudo que o rodeia. Mundo que a linguagem simples e evocativa da narrativa nos estimulam a habitar depois de diplomados no mundo de violência, insinuações, subordinações e desvios. Com a dialética do filme definindo ela mesma o universo de um conceito: unidade rigorosa de um sujeito absoluto como ser e reflexão. Tese inquestionável de Napalm – o fogo que não se apaga! E que sujeitos assim como ser e reflexão, podem confrontar sem se queimar. Como a imagem do sujeito, ser reflexivo, narrador de Napalm, sobrevivente da guerra do Vietnan, apagando sobre a pele a guimba de um cigarro para definir a temperatura de uma queimadura com Napalm. O fogo da guimba 400 graus. Do Napalm 3.000 graus! E, cientificamente tão elaborado, que nem na água se apaga. Uma eficiência DOW CHEMICAL. Sindoval Aguiar & Luiz Rosemberg Filho

Luiz Rosemberg Filho é cineasta, artista visual e ensaísta. Sempre contestador, realizou seus primeiros trabalhos em meados dos anos 60 e segue ativo com uma produção incessante que já conta com mais de 60 títulos, entre curtas, médias e longa-metragens, boa parte deles realizada em vídeo.

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