Manifesto do Pequeno Formato

[Texto escrito pelos cineastas JoAnn Elam and Chuck Kleinhans, distribuído no Chicago Filmmakers como um panfleto em fevereiro de 1980. Traduzido do original em Inglês por Eduardo Liron]

Filmes em pequeno formato (8mm e Super 8) são baratos, tecnicamente acessíveis e apropriados para exibições em pequena escala. Porque são baratos e pode-se filmar muito, a filmagem pode ser flexível e espontânea. Porque o equipamento é leve e discreto, as relações de filmagem podem ser imediatas e pessoais. A situação de exibição apropriada é a de um espaço pequeno com poucas pessoas. Portanto, ela convida filmes feitos para ou com audiências específicas. Frequentemente com o(a) realizador(a) e as pessoas filmadas presentes na projeção. A filmagem e a exibição podem ser consideradas parte do processo de edição. As decisões de edição podem ser feitas antes, durante e depois da filmagem, e pode incorporar o feedback da audiência. Conexões entre produção e consumo podem ser realizadas, entre cineasta, audiência e assunto. Filmes em pequeno formato não são maiores que a vida, são parte da vida.

AGRESTE, ou Agrupamento de Estudos Excêntricos, é um rincão virtual para intervenções e instalações de movimentos e pulsões marginais (Precarizadxs, Terroristas, Extrañxs, Messias, Negradas, etc.). No Blog da Zagaia, o periódico AGRESTE mantém uma coluna de traduções.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *