Manifesto Cinematográfico Anticordial

[Originalmente publicado na Bahia por Daniel Lisboa em 2004] 1. O nosso cinema é anticordial, brusco, rápido, necessário. 2. Nossos filmes não dependem de editais, de corporações, nem do governo para serem realizados e distribuídos. 3. Uma nova cinematografia de Terceiro Mundo surge através do contato entre a tecnologia digital e a falta de recursos (fome e miséria). 4. Um cinema de altos valores não condiz com um país em plena miséria. 5. A fome, a violência, o povo e as contradições sociais são nossos objetos. 6. Para um cinema sem recursos, damos personagens famintos. Para o público anestesiado, damos temas violentos. 7. O ciberespaço é o ambiente onde nossos filmes se expandem. 8. Somos o elo entre a miséria e a tecnologia, entre a estética e a geografia da fome e o ano 2000. 9. O Nordeste é a América Latina. 10. Aprendemos na TV o Terrorismo Audiovisual e vamos executá-lo. 11. Descolonizar para recolonizar. 12. O dinheiro mancha a arte e a arte é eterna. Os homens passam, mas os olhos ficam. 13. E se a miséria nos espera, sem problemas, pois nós a conhecemos bem.

AGRESTE, ou Agrupamento de Estudos Excêntricos, é um rincão virtual para intervenções e instalações de movimentos e pulsões marginais (Precarizadxs, Terroristas, Extrañxs, Messias, Negradas, etc.). No Blog da Zagaia, o periódico AGRESTE mantém uma coluna de traduções.

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