CENSURAS, DITADURAS E PUNS

Nunca é demais lembrar que continuamos carentes de continuadores de nossos primeiros fundadores, os do passado e os de agora – índios e negros, cada um a seu tempo e tempo que se tornou único e imutável, porque quase nada muda desde o início, entre ditaduras, rasteiras, asneiras, censuras e puns! Como os puns de nossa política, aproveitados Institucionalmente, para os puns do Congresso e os de Temer que vamos tendo que assimilar até um novo tempo para voltarmos a respirar. Sempre estivemos nas mãos de uma administração pouco interessada com nossa história e formação como um sinal de que os tempos não devem ter a mesma repetição, como a que acaba de ocorrer conosco, onde perdemos tudo. O mito que se tentou e o tudo que nem conseguimos tocar: nossa história e formação, como uma sustentação. Uma educação como nossa única e fundamental razão. A partir de então, tudo seria válido a partir de nossa participação pela diversidade, diferenças e entendimentos. Aliviando as fases e as farsas de nosso história, desde a enfrentada por um dos Andradas, com Pedro primeiro. Agora temos nas mãos os puns como Atos Antipatrióticos de Temer. Bush pelo menos meteu a censura no povo Americano, com seus Atos Patrióticos, assegurando o petróleo e o destruído Iraque, para sua ganância  e a de sei Vice Presidente. Com os Atos de Bush, a América só perdeu alguma coisa se ficarmos historicamente, presos aos princípios de seus grandes fundadores, principalmente Adams, Franklin, Jeferson, Madson, Lincon e outros. Nós aqui, como Nação, perdemos tudo, por enquanto. Nós e nossa política não conseguimos nos libertar do fascismo do encantamento da televisão, daqueles 30 segundos diários de famosos e celebridades, estendidos para todo dia como coisa natural e comum, inserindo censuras e atos ditatoriais como a programação da formação de uma Nação. E assim vamos desembarcando da história, perdendo direitos e liberdade, como esta permanente censura volta e meia ao Teatro Oficina, que fazia de seu espaço, um espaço Brasil. Um resto de Brasil de berço e de raiz, difícil de arrancar e esquecer. Ameaças como esta só apertam nossos laços como se não soubéssemos o que é censura/ditadura/tortura/degredo/terror e morte! E assim vamos sendo esgarçados, ameaçada uma legitimidade que já não era  muita porque não soubemos defende-la ao longo do processo interrompido e que os puns tentam legitimar via Institucional. E televisiva. Sem dúvida retornamos à Caverna de Platão. Fogo nas costas e com imagens de representação como farsa de puns. Com imagens que querem tornar reais. Mas em censuras e ditaduras não vemos mais só sombras projetadas. Vemos corpos queimados e cinzas subindo – as de nossa frágil democracia. Sem história, a que nega construir nas oportunidades esquecidas da memória e de tantas vidas. Mas o que possuímos de vigor, vontade e grandeza, não será destruído como nossa esperança e ressurgimento na luta de um tempo único e oportuno sem esquecimentos. Como a concepção de uma construção no teatro, ou numa Oficina volta e meia censurada como agora. Antes, e porque não no futuro? Nosso tempo é linear e de eterno retorno para mai e para menos, sigilosamente mais, como prescreve o deus da Vontade em sua construção ôntica. Infelizmente, nos tiraram de cena para mais um espetáculo que não passa de um Pum, o pum de Temer. Já superado!     SINDOVAL AGUIAR & LUIZ ROSEMBERG FILHO  

Luiz Rosemberg Filho é cineasta, artista visual e ensaísta. Sempre contestador, realizou seus primeiros trabalhos em meados dos anos 60 e segue ativo com uma produção incessante que já conta com mais de 60 títulos, entre curtas, médias e longa-metragens, boa parte deles realizada em vídeo.

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