Rodrigo Suzuki Cintra – Poesia

Uma vogal para nenh(uma) história de amor

“A noir, E blanc, I rouge, U vert, O bleu: voyelles,

Je dirai quelque jour vos naissances latentes:”

         Arthur Rimbaud

  Cada vogal

sugere uma cor.

É ela mesma: flor   que despedaço,          amasso,          trituro.   E colo naquelas pinturas intermináveis e quase-retratos.  

 – O cheiro dessa tinta, letra,

(não deixa dúvida):   “Elas eram melhores do que isso” uma só vogal, menos letra.   E um alfabeto como fantasma. Então, Mancho, borro, rabisco estes meus esboços eternos e sem fim.   Como se voassem mil Borboletas mortas   dentro de mim.
 

Tanto

Falando a verdade:

Muito,

e ainda assim,

nem mesmo ou quase

pouco faz.

   
Cristina

“But I’m always true to you, darlin’, in my fashion…”

Porter por Ella

  Não sabia, talvez sabia.   Procurava encontrar no olhar a exata medida da frase.   Mentia, semínima.   Mas como não deixar o amor próprio submetido aos seus caprichos de significado? 
   
Aquele homem

Poema dedicado ao Coletivo Zagaia

  Aquele homem com a boca cheia de flores: gerânios Pétalas Feridas abertas Em seus lábios Sorriso Engasgado   Ele murmura planos Mas Fala fora de si
 
 A garota dos sonhos E tinha aquela história daquela garota performática,

          assintótica,

          tóxica mesmo. 

 

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