O Caminho – Prosa

Então o Homem parte em busca do infinito, de Deus ou da morte. Como quiser. E este percurso o Homem caminha nascendo, chorando, ouvindo e crescendo. Sorrindo, escapando, descobrindo e se perdendo. Cristalizando e afirmando, querendo, sempre querendo um pouquinho ou bastante… e envelhecendo. E Ele o faz através das horas, das ruas, dos pássaros, das aventuras, das escolas e dos furtos. Da fome, dos supermercados, carros e cozinhas. Das alfândegas, dos olhos e dos aviões. E vai seguindo rumo ao nada, vindo de tudo.

Se parássemos ao menos uma vez para ouvir todos os sons, para ver todos os olhos, para sentir o toque, o toque que nunca nos deixa indiferentes… Se olhássemos fixamente, ao sol, e escalássemos a maior montanha e amássemos alguém para sempre… alguém que veio do Sol, alguém que vai para o Mar, alguém que ouve o Vento…

Os sinos partem. Temos a impressão de que partem não para longe, mas para o futuro. Não temos mãos para possuí-los, nem olhos para admirarmos eles. Nem coração do tamanho do tempo. Nem passos do tamanho dos sons. E dos ouvidos, quando chega o silêncio, partem os sinos para dentro da imaginação, onde viajarão todo o tempo, por todo o espaço e pousarão, como nós, pela terra, cansados e satisfeitos.

Nasci em São Paulo, a 11/1/1984. Moro em Santo André desde 2009. As atividades principais são a poesia (tenho um trabalho completo publicado no site www.megracko.blogspot.com) e a música (violão e voz). Componho algumas canções e às vezes me arrisco no instrumental. Ainda não gravei profissionalmente. Fotogtrafo às vezes por dinheiro, mas prefiro fotografar por prazer. Escrevo desde que sei. Curso o 3º ano de Letras na Fundação Santo André, onde tudo o que faço é contestar a concepção de “conhecimento” do mundo acadêmico, que no período corrente é bem mercadológica e de população sectária (isto por ignorar os valores fundamentais da vida (não generalizando, claro, mas quase)). Milito pela Arte, evitando sempre que possível a discussão teórica sobre o tema. Gosto da Arte existindo. Os maiores políticos da Terra são os artistas, num conceito bem amplo. É necessário combater os charlatões.

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