Mulheres Invisíveis: Karina – Prosa

 
Completamente neurastênica. Insuportável olhar. Significados perdidos. Quase sinestésica. Muito impulsiva. Tanto vulgar. Menos inteligente. Talvez esquecida. Às vezes castanho. Quem sabe rugas. Abrupta fala. Um dia raiva. Toda fugaz. Porque vermelho. De vez em quando brinquedo. Possível fraude. Mania mania. Lugar avenida. Sempre obstante. Pudera café. Entre os dentes. Macia carne. Secura baba. Até longe. Medida trinta e sete e meio. Nada mais. Veloz ceticismo. Ainda que banho. Manhã de cigarro. Sentimento de tudo. Paranoia de vez. Verso quarteto. Sintoma o azar. Como que estrias. Dinheiro da sobra. Troco de banhas. Tritura papel. Mesmo carbono. Assim um não dia. Mais que querendo. Beija espelhos. Antigamente depois. Bonecas sem pernas. Dessas ainda assim. Memória a criança. Surpreende o padrasto. Cantando para dentro. Escondida enfim. Pega a pega. Alcança lonjura. Grita caminho. Aquele doce é de alguém. Ciumenta da vida. De outra que corre. Às vezes de volta. Simétrica hora. Subdivide espaços. Estilhaça o mesmo. Meio do meio. Partícula cada. Outra reluz. Possivelmente que quase. Ela reflete. Si mesma coisa. Se talvez. E ela se quebra. Vai se quebrando. Ligeiramente fractal.  

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