Heyk Pimenta – Poesia

  Coragem   centuriões tubulares                              acorrentados                      eles fazem a guarda de metal                      no que os carros japoneses repousam caros                  atrás da vidraça polida                                              a sal e                                                     ódio                       o petróleo                           não é                           rosa                          ou cinza                            CHAMA                      e               nem há              desperdício ou cansaço              nos pobres entulhados                          no ônibus                          nos chinelos                           úteis                         seguem                o concreto                     de pódios e                           altares             que monta no bico da rua             o conforto e o mando                     sem placa             da santidade motorizada               que o cruzamento             dos pobres entulhados             no ônibus             nos chinelos               úteis                   busca e                segue       essa alegria enrabada essa covardia luminosa    são   a solidão insistente endossada pela lenda dos frutos                   ceguetas e                     risonhos que chamamos coragem,                 a vaidade de se                 saber                                       cor       Fim do verão   As encostas têm apontado as lanças para as constelações de pássaros As revoadas lançam charadas em ponto cruz e os engasgos trazem nuvens quentes pelos bicos   As cores nublam suas malhas, a hora por pudor se castra e os dias já não são tão longos.   O cristo vem pra ser um quadro cinza de mata pedra e turistas cinza.   Os patos seu voo de pneu apagam o rastro que as asas abandona. E já não temos caçadores nem cães, e como eles, temos farejado bifes envenenados     Com as dicas e a fúria dirigida, o verão prega roldanas e se puxa pelas pontas.     Do ventilador virá a poeira e os dias não o alistarão. se tornará o fator vivo da invenção que há nas bandeiras elas se esticarão em chicotadas, como a bandeira falsa da lua falsa de um pouso antigo no Arizona.   os feixes macerados nos vácuos do vapor alimentam para os crentes a luz divina em nichos isolados   As lojas se acanham, o funk empalidece e as avenidas vão fermentar cerveja. Seus filhos testam a carga dos balcões vão os aposentando por invalidez O varal também testa sua energia e amontoa roupas esquecidas no que foram os parapeitos de um sonho.   Com as dicas e a fúria dirigida, o verão não se culpa, prega roldanas e contrata elenco para que o puxem pelas pontas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *