CEDO NVLLI: Uma Perspectiva do Brasil

Neste momento, quando a Civilização ameaça destruir a Natureza, é necessário abandonarmos a distinção clássica entre Natureza e Cultura e pensarmos em seu entrelaçamento. A epistemologia do Iluminismo fundada na cisão entre sujeito e objeto não pode ser utilizada depois de sabermos que, tanto da perspectiva da ciência (Einstein) quanto da linguagem (Saussure), o ponto de vista cria o objeto. Em outras palavras, está hoje estabelecido o fato de que, lingüística e cientificamente, a posição do sujeito interfere em sua percepção do objeto. A forma do conhecimento deixou para trás a estrutura dualista e transformou-se em, no mínimo, uma tríade onde, para além do sujeito e do objeto, temos a relação entre ambos sob paradigmas (na expressão de Thomas Kuhn), ou panos de fundo (termo de Donald Davidson) em mutação e historicamente determinados – responsáveis pela forma da relação, i.e, pela visão de mundo que a compreende.

A partir desta petitio principii, proponho apresentar certa resistência crítica brasileira aos valores difundidos pelo Iluminismo, presentes mesmo antes deste, desde que aqui desembarcaram os portugueses, e que pode ficar um pouco mais transparente à luz das reflexões sobre a história de sua constituição, apresentadas nas Raízes do Brasil (1936), por Sérgio Buarque de Holanda (leitor de Adorno).

Sérgio Buarque de Holanda inicia o texto sobre as Raízes do Brasil considerando a situação geográfica da península ibérica, “zona fronteiriça, de transição”[1], onde, nos tempos das grandes navegações, a autonomia, a cultura da personalidade, a fidalguia, manifestavam-se como traço decisivo. “O círculo de virtudes capitais para a gente ibérica relaciona-se de modo direto com o sentimento da própria dignidade de cada indivíduo. Comum a nobre e plebeus, esse sentimento corresponde a uma ética de fidalgos, não de vilãos”[2], i.e, não de burgueses. O lado avesso dessa fidalguia era a tibieza nas formas de organização, a reduzida capacidade de criar uma estrutura social, a displicência com as instituições, a indolência com os costumes. “Em terra onde todos são barões não é possível acordo coletivo durável.”[3] Elementos anárquicos sobrepunham-se aos princípios de hierarquia, enquanto o sentimento da própria dignidade, democraticamente compartilhado por nobres e plebeus, instaurava “a invencível repulsa que sempre lhes inspirou toda moral fundada no culto ao trabalho.”[4] A ausência de uma moral do trabalho – e da ordem que a acompanha – combina com a reduzida capacidade para organizar-se socialmente. Encarnando os dois procedimentos diversos, o autor propõe os tipos abstratos do trabalhador e do aventureiro, sem existência real fora do mundo das idéias, para salientar como foi, predominantemente, o segundo tipo – cujo ideal era colher o fruto sem plantar a árvore – quem por aqui aportou, em busca de posições e riquezas fáceis. “O que o português vinha buscar era, sem dúvida, a riqueza, mas riqueza que custa ousadia, não riqueza que custa trabalho.”[5]

Diante da grandeza e fertilidade do novo território, cumpria resolver o problema do trabalho. Os mais antigos habitantes dessa terra também assumiam uma resistência obstinada, quase sempre passiva e silenciosa, ao trabalho metódico. “Versáteis ao extremo, eram-lhe inacessíveis certas noções de ordem, constância e exatidão, que no europeu formam como uma segunda natureza.”[6] As características ordinariamente atribuídas aos índios – ociosidade, imprevidência, aversão à disciplina, intemperança – ajustam-se com perfeição aos padrões de vida considerados nobres, onde predomina “a concepção antiga de que o ócio importa mais que o negócio e de que a atividade produtora é, em si, menos valiosa que a contemplação e o amor”.[7] No século XVIII, Gonçalves Dias e José de Alencar exaltaram o índio atribuindo-lhe as virtudes convencionais dos antigos nobres e cavaleiros e, com isso, criaram ficções formadoras do imaginário brasileiro.

Diante do fracasso das tentativas de se empregar a força indígena para o necessário trabalho braçal, o recurso foi transformar africanos em escravos. E assim teve início a tétrica história do tráfico, através dos navios negreiros. Quem resistia ao banzo, e aqui aportava, misturava-se aos da terra. Os rígidos limites estabelecidos entre a casa-grande e a senzala revelavam-se porosos e esburacados. Vale citar Holanda:

 No fundo, o próprio princípio de hierarquia nunca chegou a importar de modo cabal entre nós […] Na era dos grandes descobrimentos marítimos, Gil Vicente podia notar como a nítida separação das classes sociais que prevalecia em outros países era quase inexistente entre seus conterrâneos:

             …em Frandes e Alemanha,
em toda França e Veneza, […] não é como nesta terra: porque o filho do lavrador casa lá com a lavradora, e nunca sobem mais nada; e o filho do broslador casa com a brosladora: isto per lei ordenada.[8]

Os portugueses já serem um povo de mestiços facilitou a miscigenação das distinções raciais e morais.  Em Portugal, antes mesmo de 1500, “a mistura com gente de cor tinha começado amplamente na própria metrópole”[9], e no século seguinte atribuía-se a cor morena do povo de Portugal tanto ao clima quanto à mistura inter-racial.  A influência anímica dos africanos escravizados, expatriados, distanciados de suas afeições arcaicas, aqui neste país produtor de cana de açúcar, fez-se sentir em uma espécie de sinuosidade doce e narcotizante, constitutiva da denominada pelo historiador de “moral das senzalas”, e presente até na violência das lutas, como testemunha a capoeira.  Também as tribos indígenas habitantes da costa litorânea quando os portugueses aqui chegaram, os tupis-guaranis, revelaram grande capacidade de assimilar hábitos de culturas distintas da sua própria, tanto quanto a de “tupinizarem” povos de outras raças, ao ponto de criarem dificuldades, segundo Wilhelm Schmidt, para “se determinar o que constitui propriamente e em si a cultura específica dos tupis-guaranis”.[10] Tupi or not tupi, that’s the question?

Desde o período colonial, uma singularidade da vida brasileira pode ser percebida na força dos elementos afetivos, irracionais, passionais, e em “uma estagnação ou antes uma atrofia correspondente das qualidades ordenadoras, disciplinadoras, racionalizadoras.”[11] Outro contraponto marcante aparece na “posição suprema” consignada a certas qualidades de imaginação e inteligência em contraste com as manifestações do esforço físico ou mesmo do espírito prático. O que não significa, ressalta Sergio Buarque de Holanda, “amor ao pensamento especulativo”, e sim “amor à frase sonora, ao verbo espontâneo e abundante, à erudição ostentosa, à expressão rara […] inteligência há de ser ornamento e prenda, não instrumento de conhecimento e de ação.”[12] Trata-se de uma inteligência cuja qualidade particular admirada está no fato de ela ser simplesmente decorativa. Ela não pode suprimir ou completar o trabalho físico. Tal primazia conferida a fatores subjetivos opõe-se ao pensamento econômico gerado na chamada “revolução industrial” e orientado para o emprego das máquinas. Nada mais incompatível com a atividade impessoal – “ininteligente” escreve o historiador – exigida pela economia moderna do que o talento “ornamental e declamatório”. “O gosto artístico, a destreza, o cunho pessoal […] o terreno do capricho individual, do engenho criador e inventivo” são restringidos pelos “sistemas de organização racional do trabalho.”[13] Conforme observou Veblein, “a máquina quer a adaptação do trabalhador ao seu trabalho, não a adaptação do trabalho ao trabalhador.”[14] Também o mundo dos negócios requer qualidades diferentes das virtudes ideais da nobreza: há, em primeiro lugar, a necessidade de crédito e não a de glória. E aqui raramente se chega a uma elevada racionalização: mesmo na esfera dos negócios, aparecem sentimentos demasiado humanos. É difícil, por exemplo, de se compreender que alguém, ao exercer certa função pública, “deixe de prestar a amigos e parentes favores dependentes de tal função.”[15] Ainda neste ano recém terminado de 2010, um professor de economia da Universidade de São Paulo publicou um livro onde analisa o fato de que, mesmo sendo considerada a nona economia mundial, o Brasil comparece na lista das cem maiores empresas mundiais com apenas três nomes; e a razão para isso, alega o economista, reside no fato de as grandes empresas brasileiras pertencerem a famílias e manterem o comando nas mãos dos familiares e amigos destes, ao invés de adotar a postura “mais racional” de procurar os profissionais mais competentes. Confesso que me alegrei ao ouvir essa notícias, índice da permanência do critério afetivo antes do lucrativo. E, para matar a curiosidade, as empresas presentes na tal lista são – ou foram – estatais: Petrobras, Embraer e Vale.

A razão abstrata nunca foi o norte dos portugueses em suas atividades colonizadoras: eles “preferiam agir por experiências sucessivas, nem sempre coordenadas umas às outras, a traçar de antemão um plano para segui-lo até o fim. Raros os estabelecimentos fundados por eles no Brasil que não tenham mudado uma, duas, ou mais vezes de sítio”, registra Holanda, como testemunho de uma “atitude tateante e perdulária”.[16] Nas cidades da colônia, as casas eram dispostas a partir de caprichos dos moradores, em desenho desalinhado e irregular. A frouxa disciplina portuguesa unia-se ao repúdio a todo tipo de ordenação impessoal e não encontrava oposição à altura nem na vontade de domínio, nem em qualquer tendência ascética. “A fantasia com que em nossas cidades, comparadas às da America Espanhola, se dispunham muitas vezes as ruas ou habitações é, sem duvida, um reflexo de tais circunstâncias.”[17] A cidade colonial brasileira não é cosa mentale, é antes bem próxima da natureza e geralmente há um enlace entre sua silhueta e as linhas da paisagem. No seu traçado, salienta o historiador,

 Nenhum rigor, nenhum método, nenhuma previdência, sempre esse significativo abandono que exprime a palavra “desleixo” – palavra que o escritor Audrey Bell considerou tão tipicamente portuguesa como “saudade” e que, no seu entender, implica menos falta de energia do que uma íntima convicção de que “não vale a pena…”.[18]

Essa convicção parece exprimir um realismo fundamental, uma renúncia a tentar transfigurar a realidade através de códigos de postura ou de regras formais, um acolhimento da vida sem cerimônias e sem ilusões.

“Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade – daremos ao mundo o ‘homem cordial’.”[19] A expressão do escritor Ribeiro Couto, presente em carta dirigida a Alfonso Reyes e por este incluída em sua publicação Monterey, é utilizada em seu sentido estritamente etimológico, ressalta Sérgio Buarque de Holanda. Cordial é tudo o que se refere ao coração, e não apenas aos sentimentos positivos e concordantes, de amor e harmonia. “A inimizade pode ser tão cordial como a amizade, visto que uma e outra nascem do coração, procedem, assim, da esfera do íntimo, do familiar, do privado.”[20] A amizade não cordial não passa de benevolência, e a inimizade que não vem do coração é hostilidade, sublinha o autor – cujo intento é frisar a distinção entre sua interpretação e a de Cassiano Ricardo que entende a cordialidade brasileira como bondade e mesmo como certa “técnica da bondade”, como “uma bondade mais envolvente, mais política, mais assimiladora”.[21] Ao contrário dessa visão, o ódio também pode ser cordial. “A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro”, julga Holanda, entretanto “seria engano supor que essas virtudes possam significar ‘boas maneiras’, civilidade. São antes de tudo expressões legítimas de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante.”[22] Apesar de iludir na aparência, nossa forma de convívio social é o contrário da civilidade e da polidez. Nestas últimas, há qualquer coisa de coercitivo, de ritualístico, como sempre acontece quando a forma viva, espontânea, natural, em suma, a forma “cordial” é convertida em fórmula polida. A transformação das formas exteriores de cordialidade em padrão de conduta revela uma espécie de triunfo do intelecto sobre a vida. “A polidez é, de algum modo, organização de defesa ante a sociedade. Detém-se na parte exterior, epidérmica do indivíduo […] Equivale a um disfarce que permitirá a cada qual preservar intatas sua sensibilidade e suas emoções.”[23] E isso é o contrário da cordialidade, que tem mais a ver com a paixão e com o desejo de estabelecer intimidade. O predomínio entre nós do elemento emotivo sobre o racional revela-se na “primazia das conveniências particulares sobre os interesses de ordem coletiva”.[24] “O desconhecimento de qualquer forma de convívio que não seja ditada por uma ética de fundo emotivo representa um aspecto da vida brasileira que raros estrangeiros chegam a penetrar com facilidade”[25], exagera o historiador.  Talvez por considerar que nossa atitude em relação ao meio em que vivemos não é uma reação de defesa, julga que somos livres para nos entregarmos “a todo repertório de idéias, gestos e formas” encontrados pelo caminho, “assimilando-os freqüentemente sem maiores dificuldades.”[26]

No diagnóstico do país feito pelo autor, depois de apresentar suas raízes, figuram configurações bem precisas: detestamos soluções violentas, repudiamos toda hierarquia racional que ameace tornar-se obstáculo à autonomia individual, não desejamos o prestígio de ser um pais conquistador, nem um Estado despótico e sim um com grandeza, pujança e solicitude.[27] É claro, observa ainda, que a necessidade de ordem e estabilidade do conjunto social tornam necessária a criação de normas e preceitos. Entre os chamados “primitivos”, a regularidade dos acontecimentos sinaliza a própria segurança cósmica, e esta fica ameaçada diante de qualquer irregularidade. Essa consideração de estabilidade inspira o estabelecimento de regras, através de raciocínios abstratos, conjugando a vida com os elementos racionais. O racionalismo excede seus limites quando, ao erigir em norma suprema os conceitos assim construídos, separa-os da vida e inventa, a partir deles, um sistema lógico, a-histórico, puramente racional.[28] E mesmo a sistematização democrática está em conflito explícito com qualquer forma de convívio humano baseada nos valores cordiais. O princípio constitutivo da forma de pensar liberal-democrática pode ser resumida na célebre frase de Jeremy Bentham: “A maior felicidade para o maior número”.[29] Paradoxalmente, o ideal humanitário por ela predicado é totalmente impessoal, a benevolência democrática pode ser comparada à polidez – não à cordialidade. Orientada para o equilíbrio dos egoísmos, subordina a qualidade à quantidade, desconsiderando que qualquer afeto funda-se, forçosamente, em preferências pessoais. Entretanto, é evidente que, fora de seu círculo, afetos dificilmente podem solidificar organizações humanas em escalas mais amplas. “Com a simples cordialidade não se criam os bons princípios”.[30] Para haver cristalização social é necessário um elemento normativo sólido. E, segundo Sérgio Buarque de Holanda, “o espírito não é força normativa, salvo onde pode servir à vida social e onde lhe corresponde. As formas superiores da sociedade devem ser como um contorno congênito a ela e dela inseparável: emergem continuamente das suas necessidades específicas e jamais de escolhas caprichosas”. Trata-se de fazer o caminho do particular ao universal e não o contrário, que esmaga o particular. Concluiremos com uma advertência do autor, cuja atualidade salta aos olhos:

Poderemos ensaiar a organização de nossa desordem segundo esquemas sábios e de virtude provada, mas há de restar um mundo de essências mais íntimas que, esse, permanecerá sempre intacto, irredutível e desdenhoso das invenções humanas. Querer ignorar esse mundo será renunciar ao nosso próprio ritmo espontâneo, à lei do fluxo e do refluxo, por um compasso mecânico e uma harmonia falsa.[31]

BIBLIOGRAFIA:

DESCARTES. Discurso do método. Trad. João Cruz Costa. Rio de Janeiro: Ediouro, sd.

HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Coleção Intérpretes do Brasil, volume 3. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.

VEBLEIN, Thorstein. The Theory of Business Enterprise. New York, 1917.


[1] HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil, p.945.

[2] Ibidem, p.951.

[3] Ibidem, p.946.

[4] Ibidem, p.951.

[5] Ibidem, p.960.

[6] Ibidem, p.959.

[7] Ibidem, p.952.

[8] Ibidem, p.949. Citado Gil VICENTE, Obras Completas. Reimpressão fac-símile da edição de 1562 (Lisboa, 1928) fol.CCXXI.

[9] HOLANDA. Raízes do Brasil, p.964.

[10] Ibidem, p.1012. Cf. Wilhelm SCHMIDT. “Kulturkreise und Kulturschichten in Südamerika”, Zeitschrift für Ethnologie. Berlin, 1913; p.1108. Segundo testemunho de Vieira, “as famílias dos portuguezes e índios de São Paulo estão tão ligadas hoje humas as outras, que as mulheres e os filhos se criam mystica e domesticamente, e a língua que nas ditas famílias se fala he a dos índios, e a portugueza a vão os meninos aprender na escola”. VIEIRA, Padre Antonio. Obras varias, I. Lisboa, 1856, p.249.

[11] HOLANDA. Raízes do Brasil, p.972.

[12] Ibidem, p.991.

[13] Ibidem, p.993.

[14] VEBLEIN, Thorstein. The Theory of Business Enterprise. New York, 1917; p.310. Apud HOLANDA. Raízes do Brasil, p.993.

[15] HOLANDA. Raízes do Brasil, p.1039.

[16] Ibidem, p.1016.

[17] Ibidem, p.1065. Das cidades coloniais brasileiras, “dir-se-ia que foi mais o acaso que a vontade de alguns homens, usando de razão, que desse modo as dispôs” para usarmos as palavras de Descartes na crítica a obras que não obedecem a um “sólido princípio organizador comum”. Cf. DESCARTES. Discurso do método, Segunda Parte, p.76.

[18] HOLANDA. Raízes do Brasil, p.1017. Cf. BELL, Audrey. Portugual of the Portuguese. Londres, 1915; p.11.

[19] HOLANDA. Raízes do Brasil, p.1049.

[20] Ibidem, p.1050, nota 6.

[21] Ibidem, p.1049, nota 6.

[22] Ibidem, p.1050.

[23] Ibidem, idem.

[24] Ibidem, p.1080.

[25] Ibidem, p.1052.

[26] Ibidem, p.1055.

[27] Ibidem, p.1074ss.

[28] Ibidem, p.1076.

[29] Ibidem, p.1082.

[30] Ibidem, idem.

[31] Ibidem, p.1084-5.

 

 

Cibele Horizonte é livre-pensadora. Estudou Filosofia, Matemática, Música e Belas-Artes, sem graduar-se em nada. Trabalha como cozinheira e tem como divisa a mesma de Erasmo. Nasceu e vive no interior das Minas Gerais, Brasil.

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